Durante décadas, consolidou-se a ideia de que as principais inovações no setor de tecnologia da informação surgem sobretudo nos Estados Unidos. Empresas como Google, Microsoft e outras gigantes moldaram profundamente o panorama tecnológico global. Embora essa predominância nem sempre tenha sido recebida com entusiasmo, acabou por se tornar, em grande medida, o padrão aceite.
Um padrão semelhante observa-se no mercado emergente de Data Observability, onde os fornecedores mais reconhecidos continuam a ser, em grande parte, empresas norte-americanas como Monte Carlo, Bigeye e Anomalo. Isto levanta uma questão relevante: será realmente necessário que as organizações europeias dependam exclusivamente de software desenvolvido fora do continente?
A Europa, no entanto, já dispõe de alternativas sólidas e em crescimento. Dois exemplos relevantes são a Soda e a digna. Enquanto a Soda aposta numa abordagem de entrada livre através do seu modelo open-source com Soda Core, a digna segue um caminho distinto, focando-se em clientes empresariais com exigências rigorosas de segurança, conformidade e controlo de dados. A sua plataforma pode ser implementada totalmente dentro da infraestrutura do próprio cliente, eliminando a necessidade de conceder acesso externo a ambientes de dados sensíveis.
Neste contexto, a digna Platform posiciona-se como uma solução orientada para empresas que valorizam soberania de dados e requisitos elevados de governação. A sua base de clientes inclui organizações como os serviços de TI da segurança social austríaca, a A1 Telekom Austria e a Adamed Pharma S.A.
À medida que a qualidade dos dados, a governação e a observabilidade assumem um papel cada vez mais crítico, as organizações europeias já não precisam de procurar exclusivamente soluções do outro lado do Atlântico. Existem alternativas competitivas e inovadoras a serem desenvolvidas e implementadas com sucesso dentro da Europa.







